Eu gosto de Quebra-Cabeças, e acho que eles refletem muito tudo o que vivemos. Então este espaço é para compararmos a vida com quebra-cabeças, e percebermos se todas as peças se encaixam...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu sou muito chato!


Recentemente, em meu trabalho, mudei de local, e passei a me sentar mais próximo a um grupo de profissionais bem jovens. E algo que eu já havia identificado no metrô, nas ruas, restaurantes e em minha própria equipe ficou muito mais patente: eu sou chato.

Eu me irrito com pessoas bem vestidas e bem educadas, que falam como se tivessem acabado de sair da cadeia. É uma profusão de ‘mano’, ‘véio’, ‘pira’ e ‘aquela parada’ que complica até o entendimento da mensagem.

Outra coisa que me irrita ainda mais é a farta utilização de palavrões nas conversas. Homens e mulheres usam o chamado ‘palavreado chulo’ em todas as situações (até na Igreja, onde recentemente batizei meu sobrinho), com todas as pessoas.

Podem me chamar de velho, fresco ou chato. Aceito estes adjetivos. Mas defendo minha opinião de que somos exemplos para pessoas que gostam de nós, principalmente crianças, e odiaria ver meu filho falando comigo desse jeito. Seria uma falta de respeito justificada pelo meu comportamento, uma completa inversão de valores. É claro que isso ainda pode ocorrer, mas não será por causa de meu exemplo.

Para mim, gírias e palavrões são como bebida alcoólica: devem ser usados com muita moderação. Mas grande parte do mundo parece discordar de mim, achando que só se consegue passar uma ideia através de gírias ou palavrões. Eu discordo e faço a minha parte.

E que venha a próxima peça!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Lista de Quebra-Cabeças

Depois de muito tempo eu finalmente atualizei minha lista de quebra- cabeças.

Isso foi bom para me mostrar quantos eu realmente possuo (são atualmente 297), quantos já estão montados (70%) e quantas peças eu tenho no total (152.210, pura curiosidade).

O link com a lista completa está aí ao lado. Agora quero tirar fotos de cada um e publicá-las.

A organização continua sendo uma das peças perdidas de que estou à procura...

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Casa Nova!

Minha coleção de quebra-cabeças está de casa nova. Estou mudando de cidade (de São Paulo para Embu das Artes, a cerca de 30km da Capital) e todos eles, montados ou não, tiveram um transporte especial e todo cuidadoso.
Essa mudança vai servir para, finalmente, eu terminar de catalogar minha coleção, além de ter mais espaço para montá-los e guardá-los. A viagem serviu também para demonstrar que meu método de conservação é eficiente, pois nenhum quebra-cabeça montado sofreu qualquer problema (amassado, perda de peças, etc.)
Espero ser feliz nesse novo endereço, com minha família, meus animais e minhas coleções.
E que venha a próxima peça!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Santa ansiedade!


Hoje conversei com uma amiga que se descreve como ‘super-ansiosa’. Quer que tudo aconteça muito rapidamente, seja profissional ou pessoalmente. Com o chefe, namorado ou família, no trabalho, em casa, na academia... Tudo ao mesmo tempo agora (que aliás, é uma ótima música do Titãs)!

Ela agora se sente pressionada por todos e incompetente em tudo.

Ela pediu, e eu dei minha opinião: isso não deve fazer bem... Se ela conseguisse lidar com todos estes malabares sem stress seria uma coisa, mas não é o que vem ocorrendo.

Há uma série de ditados que mostram isso. ‘Roma não foi feita em um dia’ é um deles.

Descrevi uma coisa que aprendi montando quebra-cabeças. Não adianta querer montar todas as peças ao mesmo tempo. É preciso planejamento e paciência para separar as peças por formato, depois por cor, encaixar algumas, tentar várias... Um quebra-cabeças se monta uma peça por vez. Adoro montar a borda, e depois me concentrar nos elementos da imagem. Nem sempre funciona (por conta do formato); algumas vezes é preciso outro tipo de estratégia. O importante é não desistir.

Sugeri o óbvio: que começasse separando seu mês em semanas, sua semana em dias, e seus dias em períodos de manhã, tarde, e noite. A partir daí planejar quando vai fazer o quê. Agendas servem para nos ajudar nisso.

Essa minha amiga comprou um quebra-cabeça (um não, comprou logo dois!) e o está montando. Como tudo o que fazemos pela primeira vez, está encontrando uma série de dificuldades, mas isso faz parte do processo. Espero que isso a ajude a superar a ansiedade. E quem não tem paciência para encaixar algumas peças soltas, que compre um pôster!

Forte abraço, e até a próxima peça.

domingo, 16 de setembro de 2012

Quanto tempo?

Tem uma pergunta que todo montador de quebra-cabeças houve com frequência: quanto tempo se leva para montar um?

É claro que a quantidade de peças importa, afinal encaixar 150 peças é bem diferente de encaixar 5.000... Mas os leigos acham que só isso importa, e não é bem assim...

O tamanho da peça tem influência: existem as peças de tamanho normal, as de tamanho maxi (que parecem não ter feito muito sucesso) e as mini, que estão se tornando bem populares.

A imagem, definitivamente, influencia bastante também: quanto maior a quantidade de peças parecidas, mais complicado (e demorado) será.

Alguns formatos também podem fazer a montagem demorar um pouco mais... Recentemente montei um quebra-cabeças de 500 peças, mas em formato octogonal. Por isso algumas peças tinham formato, tamanho e encaixe diferentes.

E algo óbvio, mas que poucos lembram: o tempo disponível para a montagem.

É por isso que eu nunca consigo responder a pergunta relacionada ao tempo de maneira objetiva, é sempre um sonoro: 'depende'!

Mas, independente do tempo, o importante é curtir a montagem. Não compramos um quebra-cabeça para montá-lo rápido... Se fosse fácil não seria um desafio.

E continuamos assim em busca da Peça Perdida.

Até a próxima peça.

sábado, 18 de agosto de 2012

Não...

Não, eu não morri... ainda.
Não cansei, não desisti e não abandonei.
Apenas dei um tempo...
Avaliei o que eu queria e, principalmente, o que não queria.

"Não sou escravo de ninguém,
Ninguém senhor do meu domínio..."

Não quero deixar de escrever...
Não vou deixar de procurar minha peça perdida...

Só preciso passar a dizer menos 'não'!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Porque gosto tanto de quebra-cabeças?

Não, isso não é o divã de um psicólogo... Mas quem monta quebra-cabeças sabe que temos bastante tempo para ficar pensando, enquanto ficamos encaixando as peças.

Em uma dessas 'viagens' me peguei pensando: porque gosto tanto de quebra-cabeças? De onde vem esse gosto, essa gana, essa vontade que não some mesmo após ter montado cerca de 400 deles?'

Já esclareço de partida: não cheguei à uma resposta... Mas tenho algumas teorias...

Sempre fui organizado, desde os brinquedos da infância até a atual vida profissional. Para mim tudo deve ter hora, lugar, responsável, prioridade, classificação, medição, controle.... e por aí vai. Tudo deveria partir de um ponto para chegar em outro. Tudo deveria começar do menor para o maior. Tudo deveria ter um objetivo e, após o final, ser estudo para servir de insumo à próximos projetos.

Pessoas assim, com estas características são, por definição, infelizes, eu sei. É impossível por ordem em tudo porque a vida, de modo geral, têm seu grau de caos, de desordem... e nem por isso deixa de ser vida. Quem tem filhos pequenos sabe do que estou falando. Se nunca falta vontade, às vezes falta tempo, oportunidade ou energia.

Mas esta dificuldade não me desanima, pelo contrário, ela me motiva. Se não posso por 'ordem no mundo', tento colocá-la em tudo o que está sob meu controle (geralmente, pouquíssima coisa) e no que me é mais fácil: meus quebra-cabeças.

Quando eu abro uma nova caixa, o que eu encontro é um monte de peças desordenadas e desencaixadas. Ao final, aquele mesmo 'monte de peças' forma uma imagem, com meu esforço, não importa se pequeno ou grande. Objetivo atingido. Missão cumprida.

E quando falta uma peça? Ah, esse assunto é dolorido....

Falarei disso em um próximo post.

Forte abraço, e até a próxima peça.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Como colar um quebra-cabeça? - Parte II - a resposta

Oi de novo neste começo de 2012!

Em um dos (por enquanto raros) comentários que deixaram aqui no blog, a leitora descreveu a seguinte dúvida:

"Kleber, eu adoro montar quebra-cabeças. Semana passada terminei um de 3000 peças, que montei sozinha, e fiz em 12 dias corridos. Mandei colocar moldura, mas achei muito caro, ficou 170 reais, com uma moldura simples...
No dia seguinte terminei um de 1000 peças e não quero colocar moldura, mas gostaria de guardar montado.
Adorei a dica sobre o papel contact, mas a minha dúvida é se o contact segura direitinho e se posso, depois de colar o contact, guarda um por cima do outro, tipo arquivando sabe, já que meu ap é pequeno...rs
Obrigada!

Andrea"

Andrea, em primeiro lugar, parabéns por suas montagens.

Você tem razão quanto ao valor absurdo de enquadramento, principalmente quando optamos por vidro. Existem algumas opções de moldura sem vidro que ficam um pouco mais baratos, mas mesmo assim bem caros. Por isso eu escolho muito bem os poucos QCs que enquadro.

Eu já montei cerca de 400 quebra-cabeças (ainda os estou organizando para listá-los aqui), entre 15 e 5.000 peças, de papelão grosso ou papel fino, e todos eles foram colados com contact no verso. Ele adere bem ao papel, mas é importante que você aperte bem todas as peças. Eu costumo utilizar o próprio papel protetor que retiro do contact para pressioná-lo contra as peças.

Em resumo, os passos são:

1) Após terminar de montar o QC, vire-o com o verso para cima. Este é o maior desafio!
2) Corte um pedaço de contact que cubra toda a superfície do QC, com uma sobra de 1cm de cada lado, apenas por segurança. Nas primeiras vezes é possível tremer ou dobrar o contact, principalmente com QCs grandes, o que pode até estragar o QC.
3) Utilize um estilete para cortar as sobras do adesivo.

Minha dica: utilize contact original, da Vulcan, de boa qualidade. Eu já fui atrás de preço, e comprei uma réplica deste adesivo, mais barato, e me dei muito mal, pois ele simplesmente não colava direito! Tive que comprar o adesivo certo e colar os QC's todos novamente.

Como que utilizo muito, compro contacts de rolo, que podem ser encontrados em grandes papelarias (como a Kalunga, por exemplo).

Se restar qualquer dúvida, por favor, deixem seus comentários que nos voltamos a falar.

Grande abraço, e até a próxima peça.

Os livros contêm vida!

Todo mundo que já leu um bom livro sabe da verdade contida nesta afirmação... Livros fascinantes são capazes de nos levar para viagens, internas ou externas, inesquecíveis.

E foi pensando nisso que os criadores destes filmes se basearam para criar tais animações, e elas são na medida para quem gosta de livros, música e criatividade.

Eu recomendo! Seguem os links:



Boa diversão!

Até a próxima peça.